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A fundamentação científica número um da hipnose é a neuroplasticidade. A plasticidade cerebral é a capacidade de modificação do tipo, forma, função e número das sinapses que envolvem os circuitos cerebrais na raiz da experiência, ou seja, as alterações produzidas no ambiente, no organismo ou causadas por lesões.

Usando uma metáfora, a hipnose seria uma “ponte levadiça” que ao baixar, permite que acesse o inconsciente e obtenha uma comunicação direta e efetiva com ele. Uma vez acessado o inconsciente (já que se desligou o lado crítico do inconsciente), é possível compreender o funcionamento de seu próprio organismo e de seu próprio espírito, descobrindo os fatores que causam suas angústias, para depois aprender a controla-las.

A neuroplasticidade possibilita que sejam feitas modificações sinápticas. Modificação sináptica é um processo no qual o sistema nervoso reforça certos caminhos e enfraquece outros, resultando em exclusivos padrões eletroquímicos. Em outras palavras, podemos modificar procedimentos, ressignificar memórias, criar âncoras, etc. Durante a hipnose, ocorre um aumento de liberação de proteínas para a massa branca do cérebro, onde encontra-se a camada da mielina, cuja principal função é fortalecer as sinapses.

Ao diminuir a atividade das frequências cerebrais, o sistema límbico, através do hipotálamo, direciona o comando para o sistema nervoso parassimpático, onde enfatizará as faculdades de visualização, memória, atenção, aprendizagem, vontade, motivação, alegria e bem estar. Quando o nível da atividade cerebral decresce devido ao estado hipnótico, aumentam a produção dos neurotransmissores acetilcolina, serotonina e norepinefrina, todas relacionadas à boa saúde e bem estar.

Em todas as atuações do sistema nervoso autônomo parassimpático – ativado durante a hipnose – ocorre um aumento do nível de energia do cérebro, ocorrendo um processo de interiorização (o input da fonte de informação muda a predominância do externo para o interno). Quando alguém dá menos atenção para a informação que vem dos sentidos (exterior), mais atenção é dada para a informação interna, buscando na memória e nas camadas mais internas do inconsciente.

Nenhuma parte do cérebro é efetivamente desligada durante a hipnose. Ao invés disso, a conexão de certas áreas é modificada, com separações entre algumas delas e maior integração entre outras. Dessa forma, a pesquisa afirma que o estado de hipnose representa um diferente estado de consciência, e não a falta dela.

 

A amígdala, durante a hipnose, permite que o sistema parassimpático seja ativado, produzindo uma tranquilidade em todo sistema límbico. Estudos neurofisiológicos indicam efeitos mensuráveis e específicos da hipnose sobre áreas cerebrais e sistemas orgânicos. A amígdala também é essencial para a interpretação e a expressão do componente emocional da linguagem, e por essa razão, pode ser ativada pelo tom emocional da sua sugestão.

No diagrama em blocos acima, mostramos todos os componentes envolvidos no processo hipnótico. Todas estas estruturas fazem parte do inconsciente. Sob hipnose, há um reforço de energia (concentração) no sistema límbico; pelo fato desta energia ser positiva e encontrar-se em uma frequência de indução muito baixa, de relaxamento, o hipotálamo tende a frear todo mecanismo do organismo, ativando o sistema parassimpático cuja característica fisiológica é de manter a paz, a serenidade e tranquilidade no organismo. Logo, os níveis de atenção, serão voltados para suas memórias através do hipocampo, para as emoções, medos e traumas através da amígdala e obterá o controle mais favorável delas através da ínsula.

 

Texto:

Prof. Doutor Sérgio Antunes

Supervisão:

Professor Alessandro Baitello

Hipnólogo Clínico – CNT 41.100/SP

Departamento de Ciências- Rede Clínica da  Hipnose

www.clinicadahipnose.com.br

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