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Este artigo tem o objetivo de elucidar como a hipnose clínica, mais particularmente o Método Original Baitello de Hipnose Clínica, mostra-se eficaz na solução e diminuição de sintomas emocionais. Nossa fundamentação teórica baseia-se no uso deste Método, tendo em vista que suas técnicas e preceitos são os norteadores do trabalho realizado pela  Clínica da Hipnose.

Para tanto, utilizaremos trechos de alguns dos casos atendidos na Clínica da Hipnose, zelando o sigilo dos pacientes atendidos e, portanto, sem a exposição de seus nomes ou mesmo dados que os identifiquem, com a finalidade de melhor ilustrar a sua eficácia. O Método Original escrito pelo Hipnólogo Clínico Professor Alessandro Baitello é aplicado a fim de encontrar a causa do sintoma relatado pelo paciente e, sendo assim, ressignificá-lo, o que  mais propriamente é chamado de troca de cena.

Momentos específicos de nossa vida podem gerar lembranças eliciadoras de dor e sofrimento. Entretanto, nossa mente inconsciente pode esconder essas lembranças para tentar nos proteger da angústia gerada. Algumas vezes, o acontecimento é tão significativo em nossas vidas que o reflexo emocional dessas lembranças aparece sem nos darmos conta do acontecimento em si, gerando sintomas emocionais.

“[…] ainda que esquecidos, estes fragmentos mentais causam diversos males, como bloqueios, limitações emocionais, psicológicas, profissionais e afetivas, e eventualmente até orgânicas”, segundo Baitello (2016, p.161).

Sabemos que nosso inconsciente é sugestionável e não adere a estruturas temporais como passado, presente e futuro. Ao encontrar a causa do sintoma, por exemplo, em um momento traumático, o hipnólogo[1], com base na história de vida do paciente, pode trocar a cena do passado por uma nova, utilizando outros elementos não traumáticos, de forma que seja crível para o inconsciente, o que gera a melhora dos sintomas, visto a atemporalidade do inconsciente.

Para que a mente inconsciente caminhe em direção ao acontecimento que origina o sintoma e aceite a nova cena, se mostra importante também, a predisposição do paciente. O comprometimento com o trabalho do hipnólogo Clínico, aderindo ao tratamento sem apresentar resistências e confiando no processo hipnótico, é significativo para um trabalho de excelentes resultados.

A predisposição hipnótica, portanto, aliada ao discurso livre do paciente que é induzido pelo hipnoterapeuta a partir de uma hipnoanálise[2] consistente, gera um complexo de contextualizações que se torna o campo fértil para o plantio da nova cena, que terá uma ressignificação a partir de uma memória danosa no momento presente. (BAITELLO, Alessandro. Tratado Baitello de Hipnose Clínica, São Paulo, 2016, p. 161)

O desejo de cura faz-se de importância impar para ativar estruturas cerebrais responsáveis por aspectos que se referem à memória e atenção, como demonstram as neurociências. Sendo assim, quanto maior o envolvimento emocional e desejo de cura proveniente do paciente, mais fácil será, também, o acesso aos aspectos inconscientes que estão inacessíveis durante o estado de consciência plena.

Ocorre que a hipnose é mais eficiente quando se está emocionalmente mobilizado para a tarefa, e esta predisposição emocional passa primariamente pela atenção. As neurociências mostram cada vez mais que algumas estruturas encefálicas responsáveis pelo controle das emoções são fundamentais para os mecanismos de memória e atenção. […] (BAITELLO, Alessandro. Tratado Baitello de Hipnose Clínica, São Paulo, 2016, p.87)

O estado hipnótico propicia um contato direto a mente inconsciente possibilitando acessar, até mesmo, memórias esquecidas. Este estado, também, baixa a freqüência das ondas cerebrais o que deixa nossa mente pronta para receber a sugestão.

A freqüência das ondas cerebrais no momento que estamos em vigília e atenção, chamada de freqüência BETA, nos mantém críticos ao que nos acontece. Isso dificulta a sugestão ao inconsciente. Já o estado de relaxamento propiciado pelo estado hipnótico, chamada de freqüência ALFA, é perfeito para acessar o inconsciente e sugestioná-lo com a ressignificação ou troca de cena de uma lembrança que desencadeie um sintoma, como é utilizado no método.

Não é apenas a sugestão, por si só, que proporciona a melhora dos sintomas, mas o fator de mudança de olhar, sentido e, até mesmo, uma nova forma de encarar o mesmo acontecimento, garante ao trabalho do hipnólogo clínico a eficácia de sua técnica.

A indução ao estado hipnótico abre a possibilidade de o paciente acessar e rever a cena original, que muitas vezes dá-se na infância, onde seus recursos internos ainda são primitivos. A ressignificação possibilita um novo olhar, um novo significado, uma nova consciência a cerca de si mesmo e dos envolvidos (se for o caso). Como podemos ver nos exemplos de casos descritos a seguir.

1º Caso resolvido com Hipnose Clínica em 5 sessões:

Paciente do sexo feminino apresentou queixas de medo/fobia por um objeto. A partir do relato de sua história, em seu Mapeamento Emocional, surgem hipóteses dadas pela mesma de que estes medos/fobias eram decorrentes da situação exposta, em particular na sua infância, com uma determinada pessoa da família.

O que foi possível confirmar tal hipótese, após a indução ao estado hipnótico, que por sua vez trouxe às imagens inconscientes da cena da infância. O processo por si só já fez com que a paciente “entrasse em contato” com o conteúdo e a ressignificação foi possível graças aos recursos internos desta paciente.

Para a construção de uma ressignificação em hipnose clínica, segundo o Método Original (Baitello, 2016), mais especificamente os medos, faz-se necessário observar suas origens e verificar se estes são inatos ou adquiridos. Neste caso, os medos surgem na cena enquanto a paciente era criança. Ao passo que esta mesma cena ressurge, todos os elementos originais podem ser revistos e alteradas as emoções primárias.

2º Caso resolvido com Hipnose Clínica em 5 sessões:

Paciente do sexo feminino procurou a Rede Clínica da Hipnose com dificuldades de emagrecer. Buscando a causa de sua dificuldade para emagrecer o inconsciente da paciente a levou em um momento de extrema importância, estava com seus familiares comendo e brincando, percebendo a notável relação que a alimentação tinha com a união familiar e com a felicidade sentida pela paciente no momento passado.

A ressignificação foi feita de forma que fosse crível para o inconsciente da paciente, considerando seus aspectos pessoais colhidos durante o Mapeamento Emocional e tecnicamente aplicado.

De tal forma, que a paciente pudesse reforçar a segurança e satisfação que pode ter consigo mesma, a fim de tornar-se uma mulher segura, livre e capaz de sentir-se bem sem a necessidade de utilizar da comida para resgatar estes momentos de alegria. Pôde se sentir livre, o que a fez independente.

As melhoras que direcionarão a paciente para uma melhor qualidade de vida e perda de peso são significativas. Dentre elas a paciente adquiriu maior controle em relação à alimentação. Percebe-se mais crítica para selecionar os alimentos e, também, em um aspecto geral. Sua ansiedade diminuiu de maneira a não descontá-la na alimentação excessiva.

Sente-se satisfeita mais rapidamente, está mastigando mais vezes durante as refeições, diminuiu a bebida ao se alimentar, além disso, sente aumento da disposição física, sabe diferenciar de maneira mais clara sede de fome, perdeu peso e está se sentindo mais magra.

Contudo, sua evolução não acaba aqui, esses efeitos são de extrema importância para que o processo de emagrecimento continue e principalmente se mantenha.

3º Caso resolvido com Hipnose Clínica em 5 sessões:

Paciente do sexo feminino procurou a Clínica da Hipnose para tratar de suas inseguranças. Ao ter acesso às cenas do seu inconsciente, esta pôde visualizar que suas inseguranças advinham de diversas situações da sua infância, mais particularmente ligadas aos seus pais.

Tanto havia suas expectativas com a figura materna, quanto situações reais com relação ao pai, o que possibilitou trazer à margem propostas para ressignificar e dar um novo olhar a sua própria realidade.

Através do tratamento com hipnoterapia em nosso método, segundo Baitello (2016), é recorrente uma alteração no estilo de vida do paciente, que chega a mudar radicalmente padrões de conduta que antes eram autodestrutivos, de autosabotagem e de distorção da realidade pessoal.

[1] Também chamado de hipnoterapeuta, sendo este o profissional que se utiliza da hipnose como ferramenta clínica.

[2] Também nomeado de Mapeamento Emocional, que consiste em um levantamento detalhado da história de vida do paciente.

Quer saber mais?

www.clinicadahipnose.com.br

Ou ligue 0800 24 4317

 

Escrito por:

Hipnólogos Clínicos:

Luís Marcelo Loutfi / CNT: 11.1020/SP

Supervisão geral :

Hipnólogo Clínico Professor Baitello / CNT 41.100/SP

 

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